Equipe Médica

Riscos da Cirurgia Plástica

Qualquer um que deseje realizar qualquer tipo de cirurgia deve ter ciência que há riscos sim. Na Dream Plastic, os cirurgiões plásticos e anestesistas sempre discutem esse tema e, inclusive, solicitam que cada paciente leia e assine o Termo de Consentimento Informado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que relata os riscos operatórios. A Medicina é uma ciência biológica e tem suas limitações, como tudo na vida. Entretanto, por se tratarem de cirurgias de topografia superficial – em geral, apenas pele e gordura, não envolvendo órgãos – o risco da Cirurgia Plástica é menor que da maioria das outras especialidades cirúrgicas.

Muito se especula sobre quais são esses riscos. É bastante comum a mídia brasileira tratar esse assunto de modo sensacionalista (para gerar audiência) e, dessa forma, promover uma percepção distorcida da realidade, condenando procedimentos extremamente seguros, sem nenhum embasamento real. Curioso notar que essa mídia é a mesma que impõe e também segue padrões estéticos distantes da maioria das mulheres e homens brasileiros, afetando sua auto-estima.

Para esclarecer essa questão, vamos analisar a cirurgia mais envolvida nesta polêmica, a lipoaspiração. Foram publicados dois excelentes estudos sobre o risco de mortalidade em lipoaspiração num dos periódicos científicos mais respeitados no mundo pela comunidade acadêmica na área de Cirurgia Plástica. Num deles, concluiu-se que, a cada 100 mil lipoaspirações praticadas, ocorrem 10 complicações fatais, ou 0,01% ¹. No outro, chegou-se a 2,1 complicações fatais para cada 100 mil lipoaspirações realizadas, ou 0,002% ².

Risco de Mortalidade em Lipoaspiração para cada mil cirurgias:

Estudo 1 10: 100.000
Estudo 2 2,1: 100.000

Nesses estudos também se comprova que a causa mais comum desses acidentes fatais é o tromboembolismo pulmonar – TEP – que está relacionado com a trombose venosa profunda - TVP – condição associada a fatores de risco da paciente (ver a seguir), independentes da equipe médica. De fato, complicações fatais por erro médico, em se tratando de especialistas legítimos, são raríssimas.

Entretanto, os números apresentados nos estudos são altos ou não? A Cirurgia Plástica é ou não segura? Para que você mesma possa tirar suas próprias conclusões, vamos apresentar outros índices conhecidos para servirem de referência, divulgados em 30 de março de 2010 no estudo Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil.

Homicídios em 2007 para cada 100 mil habitantes:

No Brasil 25,2: 100.000
Nas capitais 36,6: 100.000
Entre jovens de 15 e 24 anos 50,1: 100.000

Outro indicador, sobre mortes por acidente de trânsito no Brasil em 2006, apurado pelo Ministério da Justiça, revela:

Acidentes automobilísticos no Brasil para cada 100 mil habitantes: 18,6: 100.000

Se fossem considerados apenas motociclistas, esses números seriam ainda mais alarmantes: segundo dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo, morrem, em média, quase 2 (dois) motociclistas por dia, somente nesta capital.

Ou seja, a Cirurgia Plástica tem riscos sim, porém é muito mais seguro fazer uma cirurgia plástica do que morar por 1(um) ano no Brasil. Quem vive em São Paulo ou Rio de Janeiro, então, se arrisca muito mais do que ao submeter-se a várias cirurgias plásticas. Portanto, analisando os fatos, quem deixa de fazer uma cirurgia plástica por “medo”, para ser coerente, não deveria nem sair de casa...

É evidente que os estudos apresentados sobre lipoaspiração consideram que todas as medidas preventivas de segurança sejam tomadas. Esses riscos aumentariam significativamente se a cirurgia plástica:

1. Não for precedida por uma correta Avaliação Pré-Anestésica, conforme Res. CFM 1.802/06;

2. Não for realizada por um cirurgião plástico especialista, membro da SBCP;

3. Não for executada em adequado ambiente hospitalar.

Bibliografia

Estudo 1:
Liposuction: 25 years of experience in 26, 259 patients using different devices.
Triana L, Triana C, Barbato C, Zambrano M.
Aesthet Surg J. 2009 Nov-Dec; 29(6): 509-12

Estudo 2:
Reduction of lipoplasty risks and mortality: an ASAPS survey.
Hughes CE.
Aesthet Surg J. 2001 Mar; 21(2): 120-7.