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Calvície Feminina


Popularmente conhecida como calvície, a alopecia se caracteriza por uma perda gradual e progressiva dos fios do cabelo. O tipo mais comum é o de origem genética, chamada alopecia androgênica, e afeta principalmente os homens. Mas longe de ser um problema exclusivamente masculino, a calvície é uma doença que atinge também algumas mulheres.

São muitos os motivos que podem levar à queda dos fios: herança genética, alterações hormonais, problemas na tireoide, menopausa, estresse emocional, deficiência nutricional, pausa no uso de anticoncepcionais, seborreia, doenças do couro cabeludo e até mesmo gravidez.

O processo, nas mulheres, acontece por conta da diminuição de estrogênio (hormônio feminino), que inibe o efeito da queda capilar, e o aumento na produção de testosterona (hormônio masculino). Este contém um metabólito chamado dihidrotestosterona (DHT), que é responsável pela rarefação dos fios. A diminuição do estrogênio em mulheres no climatério e na menopausa, por si só, aumenta a chance de calvície feminina.

“Como homens e mulheres têm hormônios iguais, apenas em quantidades diferentes, o fato de haver uma diminuição do estrogênio faz com que a testosterona, que existia em pequeníssimas dosagens, torne-se maior qualitativamente. Isto não passa desapercebido pelo organismo, resultando em alterações visíveis como perda das curvas da cintura, surgimento ou aumento da pilificação do busso, entre outras. Sendo a testosterona um facilitador da queda capilar, esta se torna mais visível em algumas mulheres”, explica Dr. Ricardo Falzoni.

No estágio inicial, a calvície é visível apenas na “risca” do cabelo. Este se torna mais frágil e quebradiço, com pouco volume. Quando em estágio avançado, todos os fios tendem a se tornar mais finos, deixando o cabelo com uma aparência transparente e o contorno da cabeça visível.

A Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar (ABCRC) aponta que 25% das mulheres com idade entre 35 e 40 anos e 50% das com mais de 40, apresentam algum nível de calvície. Os casos de tendência genética são estimados em 5%, sendo que a queda pode começar por volta dos 17 anos.

Como sabemos, os cabelos têm um papel de grande importância na beleza feminina. Assim, a sua perda ou rarefação pode causar grande sofrimento emocional. “Psicologicamente falando, a queda de cabelo em mulheres pode afetar de forma muito grave sua autoestima, causando até mesmo transtornos emocionais. O cabelo é muito importante na construção da imagem da mulher, está ligado com o poder de sedução, atração física e feminilidade”, afirma a psicóloga Cinthya Covo.

A boa notícia é que, com o diagnóstico correto e os tratamentos atuais, pode-se evitar a perda de outros fios ou até mesmo reverter o quadro de calvície. Alguns dos tratamentos mais utilizados se dão por meio de loções/xampus, medicamentos de uso oral, laser de baixa voltagem e transplantes capilares.

Notar fios de cabelo na escova, travesseiro e ralo do banheiro é normal: cerca de 50 a 100 fios caem por dia. Entretanto, se observar que a queda tem aumentado ao longo do tempo, procure um dermatologista. Somente ele pode diagnosticar a doença e indicar o tratamento mais adequado.

 

 

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